quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come...
No carnaval da Bahia, ou os compositores das músicas são completamente idiotas ou os foliões é que são totalmente imbecis!
sábado, 18 de outubro de 2008
Odeon
...quanto tempo passou, quanta coisa mudou, já ninguém chora mais por ninguém...
(Ernersto Nazareth e Vinícius de Moraes)
(Ernersto Nazareth e Vinícius de Moraes)
domingo, 28 de setembro de 2008
Coisas que ouvimos por aí... - Parte Um
Aqui na Bahia é mais do que comum gente que você nunca viu na vida te tratar com impressionante intimidade. Dia desses a tia-avó de uma amiga que sofre de hipotireodismo, ao entrar num ônibus, foi surpreendida com uma observação do, olhe pra isso, cobrador: "Minha tia, a senhora tem uns zoião da porra!" A senhorinha, cansada dos abusos desse tipo de gente ousada, reagiu: "Zoião tem a puta que te pariu!"
sábado, 27 de setembro de 2008
Antes tarde do que nunca
Em uma guerra não se matam milhares de pessoas. Mata-se alguém que adora espaguete, outro que é gay, outro que tem uma namorada. Uma acumulação de pequenas memórias. (Cristian Boltanski).
Essa e outras tantas frases impactantes, bem como belas e intrigantes imagens, estão no filme documentário de Marcelo Masagão, "Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos", de 1998, que eu, na minha santa ignorância, só vim conhecer agora, 12 anos depois...
Essa e outras tantas frases impactantes, bem como belas e intrigantes imagens, estão no filme documentário de Marcelo Masagão, "Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos", de 1998, que eu, na minha santa ignorância, só vim conhecer agora, 12 anos depois...
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Metamorfose Ambulante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo...
Sobre o que é o amor
Sobre que eu
Nem sei quem sou
Raulzito
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo...
Sobre o que é o amor
Sobre que eu
Nem sei quem sou
Raulzito
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
E a Bahia mostrou a sua cara
Sábado assisti à comemoração dos sete anos do Altas Horas, gravado aqui em Salvador. Resolveu-se convidar alguns artistas locais para interpretar músicas de Tim Maia, o homenageado da festa. Até aí, tudo lindo: Serginho emocionado, feliz em estar festejando na Bahia, a Concha Acústica lotada, etc e tal. O que se viu, entretanto, foi um dos encontros musicais mais terríveis de toda a história do Axé e da TV. Particularmente, fiquei com vergonha de Pitty (ninguém nunca lhe disse que cantar com piercing na língua não dá certo?) e de Tatau, que parecia bem abatido com a saída do Ara Ketu (achismos à parte). Cláudia Leite, então, conseguiu se superar e não sei se por nervosismo ou simplesmente por não saber fazê-lo, simplesmente conseguiu destruir uma das músicas mais bonitas de Tim, Você. Emanuelle Araújo, mais atriz do que cantora, e ainda assim, ruim, também não rendeu com Canário do Reino. Ivete, a primeira a se apresentar, foi apenas correta - e sábia - ao cantar Não Quero Dinheiro, música mais do que batida e debatida por essas plagas carnavalescas. Outro sábio, ou sortudo, foi Durval Lélis que ficou com Sossego - mais fácil, impossível. Carlinhos Brown foi fiel na interpretação de Azul da Cor do Mar. Netinho, Alexandre Guedes (Motumbá) e Saulo Fernandes não me empolgaram, o que não é nenhuma novidade... Margareth Menezes, entre uma desafinada e outra, deu conta do recado. Daniela Mercury e Jauperi, os últimos da noite, interpretaram juntos, mostrando sintonia e afinação, uma das músicas mais chatas e cafonas da nossa música popular, Como Um Dia de Domingo (há quem aponte esta música como o início da derrocada de Gal Costa, nos anos 80, quando ela enveredou pela breguice musical). A cada entrada de um deles, toda a Concha ia ao delírio, claro, figuras populares e queridas pelos axezeiros de plantão. Agora, vejam só: Virgínia Rodrigues, descoberta por Caetano Veloso e tida pela crítica internacional como uma das maiores cantoras brasileiras, foi necessário Serginho Groisman pedir aplausos para ela. Não conhecia a música cantada por ela, mas foi de rara beleza. Aliás, se ali existiu arte e uma digna homenagem a Tim Maia, devemos isso à voz e à interpretação de Virgínia Rodrigues. Pena que o grande público presente à festa não tivesse a menor noção disso...
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